segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Você Aprende - William Shakespeare


"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes, não são promessas. E comeca a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quao boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem da vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa - por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a ultima vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Organize seu tempo! Já!

Queridos, tem tanto tempo que não escrevo. 
Mas, meu tempo tá tão corrido que não dá, e parece que não consigo fazer nem o de costume dentro das 24h do dia! Bem, o dia não tem mesmo 24 h mais....
Então, vim procurar como organizar meu tempo, sem me perder, priorizar tarefas... e aproveitei e dei uma olhada em organização de ambiente, armário etc.... vou colocar num outro post...

Essas dicas são de tempo.... 


Como fazer um dia de 36 horas caber dentro de um de 24? Um desafio que todos os que assumem diversas tarefas tentam alcançar para poder realizar tantos objetivos. É complicado se manter organizado o tempo todo, mas, com a prática adequada, pode se tornar um hábito muito bom de se conservar.

Os melhores livros para seu desenvolvimento pessoal estão na Livraria Cultura.

Para ter o mínimo de produtividade durante o dia de trabalho, uma boa dica é organizar antecipadamente suas tarefas. Os passos seriam:
  • Listar as tarefas: faça uma lista com todas as atividades que você deverá cumprir durante aquele dia. Vá colocando no papel o que vier na sua cabeça, sem preocupação com a ordem. Vasculhe a mente para saber se não foi esquecido nada;
  • Estabelecer as prioridades: agora você deve organizar seu brainstorm de tarefas seguindo a ordem de importância e urgência. O mais importante vem primeiro;
  • Estipular tempo para cada tarefa: calcule de cabeça quanto tempo em média você levaria para executar cada atividade e anote. Dê uma tolerência de 15 minutos ou mais, de acordo com o que achar melhor, para finalização delas;
  •  Determine sua hora de descanso: entre um punhado e outro de tarefas, adicione um intervalo de tempo para descansar seu cérebro. Coisa de uns 20 minutos para ler algo, ver besteira na internet, conversar sobre o jogo do seu time ou mesmo dormir um pouco (especialistas dizem que tirar pequenos espaços de tempo para dormir deixa a mente mais relaxada e diminui o estresse durante o dia);
  • Leve consigo sua lista: coloque sua listagem em sua agenda, computador de mão ou mesmo num pedaço de papel. O que importa é que suas anotações sempre estejam à mão e você as consulte várias vezes ao dia;
  • Tente realizar, pelo menos, metade das tarefas: busque executar todas as tarefas importantes e boa parte das tarefas menos urgentes. Seja sincero consigo e não trapaceie!
  • Organize o dia de amanhã: antes de terminar o expediente, verifique o que não pode ser feito e junte com o que deverá ser realizado no dia seguinte. Se quiser, pode já ir fazendo os quatro primeiros passos, o que irá facilitar muito para você.
Organizar o dia possibilita maior produtividade pelo melhor aproveitamento do tempo. Já que todos temos a mesma quantidade de horas todos os dias, cabe a nós então utilizá-las da melhor forma.
Se você tiver mais alguma dica sobre organização do tempo, comente!


E mais esse...

O tempo é um dos bens mais preciosos que possuímos. Se possuímos saúde (para podermos ficar ativos no tempo útil do dia), vontade (para aplicar o que queremos) e administração de tempo (para equalizar tudo que nos cerca), nada mais é necessário, pois todos os demais elementos são conseqüências.
Existem várias maneiras de ganhar tempo, depende de cada um encontrá-las e administrá-las. Mas nada impede de seguir um guia, de tarefas que envolvem todas as pessoas. Uma das principais referências é o artigo How to have a 36 hour day, do Zaadz. Através desse artigo eu conheci o Sono Polifásico, fui atrás de outras fontes e passei a praticá-lo. Porém, eu já parei com a prática e descobri que não é necessário todo aquele extremismo. É possível ganhar muito tempo com a otimização das tarefas corriqueiras.
Os noves itens “sagrados” para o ganho de tempo diário estão explicados a seguir:
1) Sono
a)
Otimize o seu sono, saiba quantas horas por dia você precisa dormir, e durma e acorde sempre no mesmo horário.
b) Se não puder dormir no horário que você planejou,
acorde todos os dias no mesmo horário, não importa se você dormiu 20 horas ou 5 da manhã, mas mantenha o mesmo horário para acordar. Com o tempo você e seu corpo acostuman, e você poderá se organizar perfeitamente, sabendo que estará em hora.
c) Faça do seu quarto uma cavera escura e quieta, só assim você poderá descansar de verdade.
2) Refeições
Alimente-se de modo saudável, e procure não ficar comendo mais que o necessário (sensação de “estou pesado”), isso atrapalha o seu rendimento em todo o decorrer do dia, e o pior, na hora de dormir.
3) Multi-tarefas
Procure fazer mais em menos tempo. Não que isso venha a resumir “faça rápido e de mal jeito”. A técnica consiste em otimizar tarefas que não consomem tanta atividade mental, em paralelo com outras. Por exemplo: se você tem ligações a fazer e também precisa lavar louça, faça ambas juntas, já que lavar a louça é uma atividade “sem pensamento”, e assim, suas mãos ficam nas louças e seu pensamento no telefone.
4) Organize-se
Um dos itens mais importantes. Sem organização, não existe tempo e dificilmente conclusões bem sucedidas. Uma vez que você organizou seu sono, poderá organizar suas tarefas e compromissos em harmonia, já que seu horário será linear. Comece a se organizar por tarefas pequenas (como as domésticas) e vá extendendo para tudo que você faz. Hoje em dia um dos seus melhores amigos é o computador. Aqui mesmo no blog existem dois artigos com ferramentas de organização e outro sobre a importância do cumprimento das tarefas em seqüência.
5) Melhore sua velocidade de digitação
Passamos a maior parte do tempo na frente do computador, lendo e escrevendo. Por isso, uma das primeiras atividades que aprendemos é ficarmos rápidos no mouse, o que é feito sem problemas. Mas, a outra, e mais fundamental é ser rápido na digitação. Quanto mais rápido e menos vezes você olha para baixo, mais tempo ganho e mais atividades simultâneas são feitas. Uma das formas mais tradicionais de melhorar é pegar um artigo de periódico ou páginas de um livro e digitá-los. Tente focar sua visão no texto e não olhar para o teclado.
6) Melhore sua velocidade de leitura
Como dito acima, no computador o tempo é usado lendo. Fora dele, lemos muito. Logo melhorar a leitura é de extrema importância, mas também uma das tarefas mais demoradas. A única forma é ler muito, todos os dias. Após você pegar uma velocidade natural (e claro, que você continue a entender o que lê), poderá partir para algumas técnicas. A que eu estou estudando é a Foto Leitura (PhotoReading em inglês). Com ela você aprende a “fotografar” as páginas e mesmo assim assimila o conteúdo perfeitamente. Só que é cara e demanda também um bom tempo. Informações no site oficial. Outra técnica, e sem dúvidas, muito famosa no Brasil é a Leitura Dinâmica. Como não estudei a fundo, o que recomendo é uma busca no Google. E creio que funcione, porque já foi até matéria no Fantástico e Jô Soares.
7) Use Softwares de melhora de produtividade
Como já dito no item 4, para se organizar, os softwares são os melhores amigos. Procure automatizar o máximo possível de tarefas. Entre os principais:
a) anti-spam (ficar apagando e-mail por e-mail já não existe mais, existem várias ferramentas avançadas e gratuitas para isso);
b) organizadores digitais (faça catalogação completa de suas fotos, músicas, vídeos, documentos, etc, de modo que não gaste tempo procurando. Entre os principais estão Google Desktop, Google Pack, Windows Media Center e Windows Live);
c) agregadores de notícias e páginas iniciais personalizadas (não perca mais tempo indo em cada site favorito, nem abrindo e-mail em separado, etc. Utilize um dos inúmeros serviços gratuitos. O que mais recomendo é o NetVibes, que eu uso. Com ele você personaliza uma página com notícias e atualizações de todos os sites favoritos, além de leitura do seu e-mail, caixa de buscas, gerenciador de arquivos, temperatura, etc, etc, etc.
8) Corte a televisão pela metade
Eu particularmente nem assisto televisão, porque prefiro me informar pela internet, ou quando se trata de filmes, alugo ou vou ao cinema. Mas, se você assiste, procure não ficar muito tempo, ou “viciado”. Como é algo que não requere esforço mental para entender, o tempo passa muito mais rápido que quando lendo uma informação, por exemplo. Procure assistir apenas em horários pré-definidos e que não atropele outros compromissos.
9) Use a ajuda de outros
Se você tiver amigos, família, etc que podem lhe ajudar em algo, não hesite em pedir. Todos gostam de ajudar, quando se tem um envolvimento (amizade por exemplo), e assim, o esforço e tempo a ser investido na tarefa, pode ser reduzido drasticamente.

Fonte: http://www.auriumsoft.com.br/blog/2007/11/como-ter-um-dia-de-36-horas-os-9-fatores-para-melhora-do-tempo-diario/



domingo, 28 de agosto de 2011

Teste Cristão

O dever do cristão é se tornar cada vez melhor. Em O livro dos Espíritos, encontramos a seguinte recomendação do Espírito Santo Agostinho:
Fazei o que eu fazia quando vivi na Terra: no fim de cada dia interrogava a minha consciência. Passava em revista o que havia feito e perguntava a mim mesmo se não tinha faltado ao cumprimento de algum dever. Se ninguém teria tido motivo para se queixar de mim.
Foi assim que cheguei a me conhecer e ver o que em mim necessitava de reforma.
Muito oportuno então que, na condição de seguidores de Jesus, nos perguntemos, para saber como anda a nossa paciência:
Estamos mais calmos e compreensivos?
Lembrando do relacionamento doméstico, respondamos: Já conseguimos conquistar um clima de paz dentro do lar?
Observando nossas manifestações com os amigos, questionemos:
Trazemos o Evangelho mais vivo em nossas atitudes?
Pesquisando o próprio desapego, verifiquemos: Andamos um pouco mais livres do anseio de posses terrestres?
Estamos usando mais os pronomes nós, nosso, nossa e menos os possessivos, meu, minha?
Nossos instantes de tristeza ou de cólera estão mais raros?
Como anda a questão dos desafetos e aversões? Temos conseguido nos achegar às pessoas que não nos são tão simpáticas? Ou ainda cultivamos uma discreta inimizade?
Auxiliamos aos necessitados com mais abnegação? Como temos olhado para os miseráveis que vivem pendurados em barrancos, à beira dos rios?
Qual tem sido a nossa opinião a respeito das crianças que se apresentam como meninos e meninas de rua, descuidados e ociosos?
Somos daqueles que somente criticam ou já nos credenciamos como voluntários em algum serviço do bem para reverter a situação?
Recordando nossa fé, podemos afirmar que ela se mostra mais segura?
Temos orado de forma sincera?
Temos demonstrado através da nossa fala mais indulgência? Temos tornado os nossos braços mais ativos e as nossas mãos mais abençoadoras?
Todo o Evangelho de Jesus, a Quem seguimos, é alegria no coração. Estamos de fato, mais alegres e felizes em nossa intimidade?
Tudo caminha. Tudo evolui. Busquemos fazer o mesmo.
*   *   *
Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo rumo à vida espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida.
Interroguemos a nossa consciência quanto à utilidade que temos dado ao nosso tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem.
Busquemos descobrir, em nós mesmos, as marcas do progresso que o contato com o Mestre Jesus tem realizado em nós.
E se descobrirmos que andamos estacionários, coloquemos de imediato mãos à obra no trabalho de nossa reforma interior, a fim de nos tornarmos verdadeiros cristãos. Isso porque o mundo necessita muito da mensagem do Cristo pensada e vivida.
 
Redação do Momento Espírita, com base no item 919 a, de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb e no cap. 1, do livro Opinião espírita, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Cec.
Em 17.08.2011

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O recado espiritual das Almas Livres

O recado espiritual das Almas Livres
:: Wagner Borges ::

(Falando de Renovação Consciencial)

Olá, caro rapaz!
Que bom que você veio.
Porque há um poder maior que o trouxe até aqui.
O mesmo poder que lhe deu a vida e o fez descer a esse lindo planeta azulado.
No entanto, por que você se ilude pensando que pode controlar tudo?
Saiba que não lhe pertence nem mesmo o corpo que lhe serve de veículo carnal nesse momento. E só Deus sabe o seu tempo de experiência na Terra.
E, se nem isso você sabe, como poderá avaliar o que é certo no tempo e na vida dos outros? Você está aqui só de passagem... E todos os homens também!
Então, faça o seu trânsito de mente aberta e coração magnânimo.
Você possui mais bagagem espiritual do que acredita. Use-a.
Você não é vítima de nada e o universo não está sequer de olho em você, quanto mais perseguindo-o. Quem vem se punindo é você mesmo... Porque deixou de acreditar em si mesmo e na força do seu espírito.
E o seu amor não foi embora, não. Está aí, com seu brilho empanado por suas lágrimas, dentro do seu coração. Aliás, sempre esteve... E é a coisa mais linda de todas.
E a sua luz brilha além da linha do horizonte do que você acha da vida... Sim, bem além, até mesmo das estrelas, pois sua natureza é a mesma do Supremo.
Ah, você deixou de escutar a canção do espírito em seu coração... E isso o machucou demais. E só agora é que você está percebendo isso.
Mas, tudo tem seu momento e, agora, você está aqui.
Porque uma das almas livres soprou uma inspiração em sua mente, por ordem do Amor Que Gera a Vida. E, agora, você sabe que não foi esquecido, mesmo quando você se esqueceu do próprio espírito.
E, no silêncio do Amor Que Ama Sem Nome, uma luz o guiou até aqui.
Então, eu quero lhe dizer que sua dor é conhecida, assim como o seu coração.
E, dos escombros de suas emoções e do seu choro, está emergindo algo melhor.
Porque você tem a Força do Eterno em seu próprio ser. Você já tinha, antes mesmo de reencarnar na Terra. E é Dela que você deve se nutrir, em espírito em verdade.
E uma das almas livre, tranquilas e magnânimas, o abençoou secretamente.
Sim, "lá das esferas espirituais elevadas", alguém que ama em silêncio tocou seu coração. E eu não sei mais o que lhe dizer. E nem o tempo de coisa alguma.
Eu só sei sentir e escrever...
E sei que nenhum de nós caminha sozinho, mesmo naqueles momentos em que pensamos que o céu nos abandonou... Porque há almas livres, velando em silêncio, por nossos corações.
Suas dores são conhecidas, e as minhas também - e a de todos os seres humanos.
E é nos momentos difíceis que precisamos nos lembrar disso.
Portanto, acalme o seu coração. Voe espiritualmente, nas asas da prece, e capte a Luz do Todo. E quando abraçar alguém, que não seja por dramas, mas, pela alegria de um reencontro. Pela grandeza do Amor. Pela Força do Espírito.
E que tudo se esclareça e você e seus entes queridos reconstruam suas emoções e sigam em frente...
Ah, que bom que você veio!
Para que eu lhe ofereça, aqui e agora, esse presente: o conhecimento de que uma das almas livres olha por você.
Então, que esse olhar secreto, sereno e amoroso, apazigue o seu coração.
Para que você volte a perceber o Amor mais lindo de todos, na Terra ou no Astral.
Para que suas lágrimas se transformem em muitas risadas, com gosto e paz.

P.S.:
Há uma luz que brilha mais do que bilhões de sóis.
É a essência da alma.
Esta é a luz que mora no coração.
Essa é a luz que o trouxe aqui hoje.
Por favor, aceite-a.
E caminhe com ela, para sempre...

Wagner Borges - aprendiz do Todo e admirador das almas livres**.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Modelo topográfico da personalidade segundo Freud

Teoria de Freud

A Estrutura de Freud e o Modelo Topográfico da personalidade



A Teoria de Sigmund Freud é bastante complexa e contudo seus escritos sobre o desenvolvimento psicosexual mostra o fundamento de como nossa personalidade se desenvolve, e esta é apenas uma das cinco partes da sua teroria da personalidade. Ele também acreditava que diferentes forças dirigem o desenvolvimento durante estes estágios que desempenham um importante papel no como nós interagimos com o mundo.


Modelo Estrutural (id, ego, superego)

De acordo com Freud, nós nascemos com nosso Id. O Id é uma importante parte de nossa personalidade porque como recém-nascidos, ele nos permite conseguir receber nossas necessidades básicas. Freud acreditava que o id é baseado no principio do prazer. Em outras palavras, o id quer qualquer coisa que o faça sentir-se bem na hora, sem nenhuma consideração pela realidade da situação. Quando uma criança está faminta, o id quer comida, e então a criança chora. Quando a criança precisa ser trocada, o id chora. Quando a criança está desconfortável, com dor, calor, frio, ou apenas quer atenção, o id fala até ele ou ela receber o que necessita.


O id não se preocupa com a realidade, com as necessidades de mais ninguém, apenas com sua própria satisfação. Se você pensar sobre isto, os bebês não tem real consideração pelos desejos de seus pais. Eles não se importam com o tempo, se os pais estão dormindo, relaxando, jantando ou tomando banho. Quando o id quer algo, nada mais é importante.


Nos próximos três anos de vida, como a criança interage cada vez mais com o mundo, a segunda parte da personalidade começa a desenvolver. Freud chamou esta parte de Ego. O ego está baseado no princípio de realidade. O ego entende que as outras pessoas têm necessidades e desejos e que, às vezes, sendo impulsivo ou egoísta pode feri-las no final das contas. O trabalho do ego é satisfazer as necessidades do id, mas levar em conta a realidade da situação.


Por volta dos cinco anos, ou no fim da fase fálica de desenvolvimento, o Superego se desenvolve. O Superego é a nossa parte moral e se desenvolve devido às restrições morais e éticas colocadas em nós por nossos cuidadores (pais, adultos, profissionais da área de saúde). Muitos comparam o superego com a consciência como se ele ditasse nossas crenças sobre o certo e o errado.


Em uma pessoa saudável, de acordo com Freud, o ego é o mais forte de forma que isto pode satisfazer as necessidades do id, não transtornar o superego e ainda levar em conta a realidade de toda situação. Não é um trabalho fácil de qualquer forma, mas se o id fica muito forte, os impulsos e satisfação do ego toma conta da vida da pessoa. Se o superego se tornar forte, a pessoa seria dirigida através de moralidades rígidas, seria crítico e inflexível em suas interações com o mundo. Você aprenderá como o ego mantém controle se continuar a leitura.




Modelo Topográfico


Freud acreditou que a maioria do que nós experimentamos em nossas vidas, as emoções subjacentes, convicções, sentimentos e impulsos não estão disponíveis em nós a um nível consciente. Ele acreditou que a maioria do que nos dirige é enterrado em nosso inconsciente. Se você se lembra do Oedipus e Complexo de Electra, eles eram ambos pressionados pelo inconsciente, o que está fora de nossa consciência devido à ansiedade extrema que causam. Porém, enquanto estiver enterrado em nosso inconsciente continuará a nos impactar dramaticamente, segundo Freud.


O papel do inconsciente é apenas uma parte do modelo. Freud também acreditou que tudo aquilo que desperta nossa atençao é armazenado em nosso consciente. Nosso consciente compõe uma parte muito pequena de quem nós somos. Em outras palavras, seja em que momento for, nós ficamos atentos em uma parte muito pequena deste modelo que compõe nossa personalidade; a maioria do que nós somos está enterrado e inacessível.


A parte final é a preconsciencia ou subconsciente. Esta é uma parte de nós que podemos acessar prontamente, mas não está dentro de nossa consciencia ativa. Fica debaixo da superfície, mas ainda um pouco enterrado a menos que nós procuremos por isto. Informações como nosso número de telefone, algumas recordações de infância ou o nome de seu melhor amigo de infância ficam armazenadas na preconsciencia.


Porque o inconsciente é tão grande, e porque nós só estamos atentos em uma parte muito pequena do consciente num determinado momento, esta teoria foi comparada a um iceberg onde a maior parte fica enterrada embaixo da superfície da água. A propósito, a água representaria tudo aquilo ao que nós não estamos atentos, não experimentamos e que não foi integrado em nossas personalidades, chamado o não-consciente.



Traduação Adaptada do texto em Inglês disponível no site:
<http://allpsych.com/psychology101/ego.html>. Acesso 27 jul 2009.

Para saber mais sobre Electra e Oedipus:

HALBERSTADT-FREUD, Hendrika. Electra versus Oedipus. Psyche (Sao Paulo), June 2006, vol.10, no.17, p.31-54. ISSN 1415-1138.

HALBERSTADT-FREUD, Hendrika. Electra versus Oedipus. Psyche (Sao Paulo). [online]. June 2006, vol.10, no.17 [cited 27 July 2009], p.31-54. Available from World Wide Web: <http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-11382006000100003&lng=en&nrm=iso>. ISSN 1415-1138.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Clarice Lispector

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo. li
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!
(Clarice Lispector)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Solidão Contente

 
SOLIDÃO CONTENTE
O que as mulheres fazem quando estão com elas mesmas.

 
IVAN MARTINS É editor-executivo de ÉPOCA
Ontem eu levei uma bronca da minha prima. Como leitora regular desta coluna, ela se queixou, docemente, de que eu às vezes escrevo sobre “solidão feminina” com alguma incompreensão. Ao ler o que eu escrevo, ela disse, as pessoas podem ter a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas – e não é assim. Muitas mulheres estão sozinhas e estão bem. Escolhem ficar assim, mesmo tendo alternativas. Saem com um sujeito lá e outro aqui, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Nessa circunstância, decidem continuar sozinhas.
Minha prima sabe do que está falando. Ela foi casada muito tempo, tem duas filhas adoráveis, ela mesma é uma mulher muito bonita, batalhadora, independente – e mora sozinha.
Ontem, enquanto a gente tomava uma taça de vinho e comia uma tortilha ruim no centro de São Paulo, ela me lembrou de uma coisa importante sobre as mulheres: o prazer que elas têm de estar com elas mesmas.
“Eu gosto de cuidar do cabelo, passar meus cremes, sentar no sofá com a cachorra nos pés e curtir a minha casa”, disse a prima. “Não preciso de mais ninguém para me sentir feliz nessas horas”.
Faz alguns anos, eu estava perdidamente apaixonado por uma moça e, para meu desespero, ela dizia e fazia coisas semelhantes ao que conta a minha prima. Gostava de deitar na banheira, de acender velas, de ficar ouvindo música ou ler. Sozinha. E eu sentia ciúme daquela felicidade sem mim, achava que era um sintoma de falta de amor.
 Hoje, olhando para trás, acho que não tinha falta de amor ali. Eu que era desesperado, inseguro, carente. Tivesse deixado a mulher em paz, com os silêncios e os sais de banho dela, e talvez tudo tivesse andado melhor do que andou.
Ontem, ao conversar com a minha prima, me voltou muito claro uma percepção que sempre me pareceu assombrosamente evidente: a riqueza da vida interior das mulheres comparada à vida interior dos homens, que é muito mais pobre.
A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.
A maior parte dos homens parece permanentemente voltada para fora. Despeja seus conflitos interiores no mundo, alterando o que está em volta. Transforma o mundo para se distrair, para não ter de olhar para dentro, onde dói.
Talvez por essa razão a cultura masculina seja gregária, mundana, ruidosa. Realizadora, também, claro. Quantas vuvuzelas é preciso soprar para abafar o silêncio interior? Quantas catedrais para preencher o meu vazio? Quantas guerras e quantas mortes para saciar o ódio incompreensível que me consome?
A cultura feminina não é assim. Ou não era, porque o mundo, desse ponto de vista, está se tornando masculinizado. Todo mundo está fazendo barulho. Todo mundo está sublimando as dores íntimas em fanfarra externa. Homens e mulheres estão voltados para fora, tentando fervorosamente praticar a negligência pela vida interior – com apoio da publicidade.
Se todo mundo ficar em casa com os seus sentimentos, quem vai comprar todas as bugigangas, as beberagens e os serviços que o pessoal está vendendo por aí, 24 horas por dia, sete dias por semana? Tem de ser superficial e feliz. Gastando – senão a economia não anda.
Para encerrar, eu não acho que as diferenças entre homens e mulheres sejam inatas. Nós não nascemos assim. Não acredito que esteja em nossos genes. Somos ensinados a ser o que somos.
Homens saem para o mundo e o transformam, enquanto as mulheres mastigam seus sentimentos, bons e maus, e os passam adiante, na rotina da casa. Tem sido assim por gerações e só agora começa a mudar. O que virá da transformação é difícil dizer.
Mas, enquanto isso não muda, talvez seja importante não subestimar a cultura feminina. Não imaginar, por exemplo, que atrás de toda solidão há desespero. Ou que atrás de todo silêncio há tristeza ou melancolia. Pode haver escolha.  
Como diz a minha prima, ficar em casa sem companhia pode ser um bom programa – desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos.
Repasse para suas amigas, também para as que não sabem fazer  sua "solidão contente!" . e para seus amigos entenderem e valorizarem a riqueza interior de certas mulheres comparada aos homens.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Desvenda-me ou Devoro-te!

A esfinge é uma figura da mitologia egípcia simbolizada por um monstro com cabeça humana e corpo de leão, com asas de pássaro ou cauda de serpente. Dentre todas as estátuas de esfinges do Egito, a mais famosa é a grande esfinge de Giza (ou Gizé), esculpida em rocha natural, e que servia de guardiã da tumba do faraó Quéfren. Para proteger a pirâmide dos demônios, o faraó mandou construir uma grande esfinge, representando o deus do Sol, levante, Harmáquis, que segundo a tradição, tinha forma de leão com a cabeça humana. A grande esfinge de Giza data de aproximadamente 2.300 a.C e possui 60 metros de comprimento por 20 de altura. Entre suas patas dianteiras se localiza um pequeno templo.

                      Do Egito, a esfinge passou à mitologia grega. Era também uma figura monstruosa, um leão de asas com cabeça de mulher, que vivia num rochedo perto de Tebas. Segundo conta a lenda, a deusa Juno, indignada com Tebas, porque a jovem tebana Alcmena aceitara os galanteios de Júpiter, mandou o monstro para cima do monte Citeron. A todos que passavam por ali a esfinge propunha um enigma, ameaçando: "Decifra-me ou devoro-te". O enigma consistia em responder qual era o animal que tinha quatro pés pela manhã, dois ao meio-dia e três à tarde. A resposta parece difícil, mas fica evidente em seu sentido figurado. A resposta correta é o homem: pela manhã, ou quando bebê, ele engatinha; ao meio-dia, já crescido, ele caminha ereto; e à tarde, quando velho, anda cansado apoiado a uma bengala. A lenda ainda conta que apenas Édipo conseguiu acertar a resposta, e a esfinge, de tanta raiva, saltou do rochedo e morreu.

A Lenda de Édipo
http://depaulaohistoriador.blogspot.com/2008/04/dipo-e-o-enigma-da-esfinge.html

domingo, 29 de maio de 2011

Aniversário do Blog!!!! 4 aninhos!!!

Feliz Blogniversary!!!!!!!!!
Happy Blog4niversário!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O post de hoje, então, remeterá à importância da leitura e do prazer em ler. Amo ler. Adoraria saber escrever, quem sabe um dia...
 


            A prática da leitura se faz presente em nossas vidas desde o momento em que começamos a "compreender" o mundo à nossa volta. No constante desejo de decifrar e interpretar o sentido das coisas que nos cercam, de perceber o mundo sob diversas perspectivas, de relacionar a realidade ficcional com a que vivemos, no contato com um livro, enfim, em todos estes casos estamos, de certa forma, lendo - embora, muitas vezes, não nos demos conta.

             A atividade de leitura não corresponde a uma simples decodificação de símbolos, mas significa, de fato, interpretar e compreender o que se lê. Segundo Angela Kleiman, a leitura precisa permitir que o leitor apreenda o sentido do texto, não podendo transformar-se em mera decifração de signos linguísticos sem a compreensão semântica dos mesmos.

       Nesse processamento do texto, tornam-se imprescindíveis também alguns conhecimentos prévios do leitor: os linguísticos, que correspondem ao vocabulário e regras da língua e seu uso; os textuais, que englobam o conjunto de noções e conceitos sobre o texto; e os de mundo, que correspondem ao acervo pessoal do leitor. Numa leitura satisfatória, ou seja, na qual a compreensão do que se lê é alcançada, esses diversos tipos de conhecimento estão em interação. Logo, percebemos que a leitura é um processo interativo.

        Quando citamos a necessidade do conhecimento prévio de mundo para a compreensão da leitura, podemos inferir o caráter subjetivo que essa atividade assume. Conforme afirma Leonardo Boff,cada um lê com os olhos que tem. E interpreta onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender o que alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é a sua visão de mundo. Isto faz da leitura sempre um releitura. [...] Sendo assim, fica evidente que cada leitor é co-autor.

              A partir daí, podemos começar a refletir sobre o relacionamento leitor-texto. Já dissemos que ler é, acima de tudo, compreender. Para que isso aconteça, além dos já referidos processamento cognitivo da leitura e conhecimentos prévios necessários a ela, é preciso que o leitor esteja comprometido com sua leitura. Ele precisa manter um posicionamento crítico sobre o que lê, não apenas passivo. Quando atende a essa necessidade, o leitor se projeta no texto, levando para dentro dele toda sua vivência pessoal, com suas emoções, expectativas, seus preconceitos etc. É por isso que consegue ser tocado pela leitura.

             Assim, o leitor mergulha no texto e se confunde com ele, em busca de seu sentido. Isso é o que afirma Roland Barthes, quando compara o leitor a uma aranha:

          [...] o texto se faz, se trabalha através de um entrelaçamento perpétuo; perdido neste tecido - nessa textura -, o sujeito se desfaz nele, qual uma aranha que se dissolve ela mesma nas secreções construtivas de sua teia.

                Dessa forma, o único limite para a amplidão da leitura é a imaginação do leitor; é ele mesmo quem constrói as imagens acerca do que está lendo. Por isso ela se revela como uma atividade extremamente frutífera e prazerosa. Por meio dela, além de adquimirmos mais conhecimentos e cultura - o que nos fornece maior capacidade de diálogo e nos prepara melhor para atingir às necessidades de um mercado de trabalho exigente -, experimentamos novas experiências, ao conhecermos mais do mundo em que vivemos e também sobre nós mesmos, já que ela nos leva à reflexão.

                  E refletir, sabemos, é o que permite ao homem abrir as portas de sua percepção. Quando movido por curiosidade, pelo desejo de crescer, o homem se renova constantemente, tornando-se cada dia mais apto a estar no mundo, capaz de compreender até as entrelinhas daquilo que ouve e vê, do sistema em que está inserido. Assim, tem ampliada sua visão de mundo e seu horizonte de expectativas.

                   Desse modo, a leitura se configura como um poderoso e essencial instrumento libertário para a sobrevivência do homem.

                     Há entretanto, uma condição para que a leitura seja de fato prazerosa e válida: o desejo do leitor. Como afirma Daniel Pennac, "o verbo ler não suporta o imperativo". Quando transformada em obrigação, a leitura se resume a simples enfado. Para suscitar esse desejo e garantir o prazer da leitura, Pennac prescreve alguns direitos do leitor, como o de escolher o que quer ler, o de reler, o de ler em qualquer lugar, ou, até mesmo, o de não ler. Respeitados esses direitos, o leitor, da mesma forma, passa a respeitar e valorizar a leitura. Está criado, então, um vínculo indissociável. A leitura passa a ser um imã que atrai e prende o leitor, numa relação de amor da qual ele, por sua vez, não deseja desprender-se.

Maria Carolina
Professora de Língua Portuguesa e Redação do Ensino Médio e Normal